O Banquete das Privatizações
«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo… e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.» (José Saramago)
[02-10-2011]
Vírus pode eliminar cancro da mama em sete dias
A descoberta foi anunciada no fim da última semana por cientistas da universidade estatal de Penn, no Estado da Pensilvânia, EUA, e quase parece boa de mais para ser verdade. Um vírus que mata as células de todos os tipos de cancro da mama em apenas sete dias. O vírus em causa é um adeno-associado tipo 2 (AAV2) e só por si não provoca qualquer doença e também não terá efeitos secundários para as pacientes.
[27-09-2011]
Primeiro-Ministro apresenta reforma da administração local e convida “todas as forças políticas e sociais” a participar no debate.
[27-09-2011]
Tomás Vasques
Poucas dúvidas restam de que a Grécia não tem condições para cumprir os seus compromissos financeiros. Nos bastidores discute-se se o incumprimento vai ser controlado ou descontrolado, para utilizar o jargão dos burocratas europeus. As consequências sobre a banca e sobre a voragem dos mercados em relação à Itália e à Espanha são imprevisíveis. No actual momento de construção do «projecto» europeu (em que, por exemplo, as decisões sobre o reforço e a flexibilização do FEEF, tomadas em 21 de Junho, ainda estão no ponto zero), a reestruturação da dívida grega e a possível saída do Euro, ressalvadas as distâncias e as proporções, terá, para a Europa, o mesmo efeito do que a invasão da Polónia, pelos alemães, em Agosto de 1939. Não se esqueçam que a guerra é só o prolongamento da política por outros meios.
(Tomás Vasques)
[26-09-2011]
FINANÇAS A dívida oculta da Alemanha
"A verdade" – é o título do Handelsblatt, que baseando-se em números espantosos, põe termo ao mito da alegada parcimónia do Estado alemão. Oficialmente, a dívida alemã, em 2011, é de 2 biliões de euros. Mas isso é apenas uma meia verdade, porque a maior parte das despesas previstas com reformados, doentes e pessoas dependentes não foram incluídas nesse cálculo. De acordo com os novos números, a dívida real ascende a mais 5 biliões de euros. Por conseguinte, a dívida da Alemanha atingiria 185% do seu produto interno bruto e não os 83% oficialmente anunciados. Como termo de comparação, a dívida grega em 2012 deverá ascender a 186% do PIB da Grécia e a dívida italiana é atualmente de 120%. O limitar crítico a partir do qual a dívida esmaga o crescimento é de 90%. Desde que chegou ao poder, em 2005, Angela Merkel "criou tantas novas dívidas como todos os Chanceleres das quatro últimas décadas juntos", refere o economista principal deste diário económico. "Estes 7 biliões de euros são um cheque sem provisão que nós assinámos e que os nossos filhos e netos terão que pagar."
[23-09-2011]
Deviam haver centenas de políticos como Rui Rio - oxalá um dia venha a ser Primeiro-Ministro! (vmcs) Rui Rio defende que investimento na educação é o 'melhor' para o futuro do país
O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, defendeu hoje que o investimento na educação «é o melhor que se pode fazer» para o futuro do país e prometeu continuar a aposta na área até ao fim do mandato.
«Esta é uma estratégia que vale a pena porque pode não ter reflexos imediatos, mas, para o futuro do país, é o melhor investimento que se pode fazer – é na educação, ou seja na formação dos recursos humanos. Um país é aquilo que os seus recursos humanos conseguirem fazer, tudo o resto vem por acréscimo», sublinhou o autarca, em declarações aos jornalistas.
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«Tive uma grande tarefa que foi tapar o buraco financeiro que tenho. Sobre buracos financeiros não tenho mais a acrescentar do que tenho vindo a dizer ao longo de dez anos, aliás com muitas críticas. Chamaram-me muitas vezes contabilista, disseram que tinha pouca ambição e pouco rasgo… agora a Câmara do Porto tem as finanças equilibradas e o rasgo dos outros foi tanto que rasgaram o futuro do país», afirmou.
[22-09-2011]
Mário Soares «Tem que haver outra revolução, mas uma revolução a sério»
Mário Soares diz que «se os mercados continuarem a mandar, nós vamos para o fundo»
O antigo Presidente da República, Mário Soares, afirmou que a culpa da crise económica e financeira é dos mercados. E avisa: «Se esses mercados continuarem a mandar, nós vamos para o fundo e então tem que haver outra revolução, mas uma revolução a sério, não tenha a menor dúvida».
[14-09-2011]
Um texto extraordinário e que aponta o caminho ... Rasgar ou não Rasgar, por Porfírio Silva
... um período longo de salve-se quem puder a começar proximamente, eventualmente o regresso à possibilidade de guerras no nosso continente – tudo isso faz hoje parte de um cenário realista. Talvez seja possível evitar isso, se a Europa mudar radicalmente de atitude. Mudar radicalmente de atitude passa por esquecer imediatamente a ilusão de que as forças do mercado de algum modo resolverão o problema. Foram elas que criaram o problema e não haverá soluções espontâneas. Não queremos acabar com os mercados, mas, no seu conjunto, os mercados não estão a funcionar como parte sã da economia e da sociedade. Os mercados tornaram-se autofágicos e, junto com eles, vão comer-nos a nós todos. A única maneira de diminuir um pouco a balbúrdia e introduzir um pouco mais de coordenação no sistema passa por dar um papel decisivo aos poderes públicos. Se os bancos não têm dinheiro para injectar na economia e as empresas estão a definhar com a caixa seca, terão de ser os poderes públicos a fazer isso, com prioridades que correspondam ao bem comum.
[13-09-2011]
O FESTIVAL MATERIAIS DIVERSOS... ...caminha a passos largos para a sua 3ª edição: 21 a 30 de Outubro de 2011!
Traz no seu alforge espectáculos de dança, teatro e música, guarda nos bolsos algumas conversas às 5 em ponto e tem como companheiros de viagem as populações de Alcanena, Minde e Torres Novas.
Filipa Achega
[07-09-2011]
Guerras civis e ditaduras se o euro se desintegrar
Um relatório de choque do banco UBS aponta para as consequências políticas da fragmentação e desintegração da zona euro. Saída da zona monetária poderá custar entre 40 a 50% do PIB de um "periférico".
[06-09-2011]
Neoliberalismo de Estado
Diz-se que um liberal, neoliberal ou ultraliberal - escolham eles o nome que entenderem, que as minudências semânticas não são para aqui chamadas - acredita que um Estado magro, com funções mínimas e que cobre poucos impostos é aquele que permite que a sociedade respire e floresça. Diz-se que um social-democrata acredita que o mercado à solta é não só socialmente injusto como economicamente irracional e que o Estado deve cobrar impostos para redistribuir a riqueza e garantir o essencial para uma vida digna para todos. Para uns o Estado pede pouco e oferece pouco. Para outros o Estado pede mais e oferece mais.
Daniel Oliveira
[05-09-2011]
Um país de parolos, por Paulo Querido
Somos um país de parolos. Vistas curtas. Montanheiros.
José Sócrates gozava — e, pelo vistos, ainda goza — de maior prestígio fora de portas do que cá dentro. A golpada que o apeou foi, e permanece, incompreendida por essa Europa política fora, de Zapatero a Merkel passando por Barroso. Todos estes líderes, sabe quem os frequenta, e outros de que eu não tive conhecimento, viam no antigo Primeiro Ministro português um par competente e despachado. Mesmo Barroso, em privado, lamentou a sucessão de tristezas que decapitaram Portugal no pior momento (o momento certo, do ponto de vista dos golpistas triunfantes).
Paulo Querido
[04-09-2011]
Anomia
A anomia[1] é um estado de falta de objetivos e perda de identidade, provocado pelas intensas transformações ocorrentes no mundo social moderno. A partir do surgimento do Capitalismo, e da tomada da Razão, como forma de explicar o mundo, há um brusco rompimento com valores tradicionais, fortemente ligados à concepção religiosa.
A Modernidade, com seus intensos processos de mudança, não fornece novos valores que preencham os anteriores demolidos, ocasionando uma espécie de vazio de significado no cotidiano de muitos indivíduos. Há um sentimento de se "estar à deriva," participando inconscientemente dos processos coletivos/sociais: perda quase total da atuação consciente e da identidade.
Este termo foi cunhado por Émile Durkheim em seu livro O Suicídio. Durkheim emprega este termo para mostrar que algo na sociedade não funciona de forma harmônica. Algo desse corpo está funcionando de forma patológica ou "anomicamente." Em seu famoso estudo sobre o suicídio, Durkheim mostra que os fatores sociais - especialmente da sociedade moderna - exercem profunda influência sobre a vida dos indivíduos com comportamento suicida.
Segundo Robert King Merton, anomia significa uma incapacidade de atingir os fins culturais. Para ele, ocorre quando o insucesso em atingir metas culturais, devido à insuficiência dos meios institucionalizados, gera conduta desviante. O seu pensamento popularizou-se em 1949 graças ao seu livro: Estrutura Social e Anomia.
A teoria da anomia de Merton explica por que os membros das classes menos favorecidas cometem a maioria das infrações penais, e crimes de motivação política (terrorismos, saques, ocupações) que decorrem de uma conduta de rebeliões, bem como comportamentos de evasão como o alcoolismo e a toxicodependência. (Wikipédia)
[01-09-2011]
Basta de talhantes, basta!... Este governo pensa a situação do País como um talhante: é preciso cortar aqui e ali, pegar neste pedaço e juntá-lo àquele e fazer todas estas operações até dar o peso certo pedido pela Troika. Não percebe que um País funciona como um organismo, ou, se quisermos, como um ecossistema, onde tudo está relacionado com tudo: o sofrimento com a alegria, o afecto com a recusa, a esperança com o desespero, etc
João Baptista Vasconcelos Magalhães
[01-09-2011]
Podemos saber o nome de um pássaro em todas as línguas do mundo, mas no fim, não sabermos nada sobre esse pássaro... Por isso, vamos olhar para o pássaro e ver o que ele está a fazer – é isso que interessa. Eu aprendi bem cedo a diferença entre saber o nome de algo e saber algo
"Recomeça… se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.”